A minha história com o futebol não é de grandes amores, mas também não me causou um ódio mortal. Ela é meio confusa, mas ela existe.
Quando eu era criança, cheguei a fazer parte de um time de futebol: o "scret" (Assim se pronunciava - mais ou menos - mas não me lembro de como se escrevia.) Eu nunca fui muito bom em campo. Então, a vaga que me sobrou foi a de goleiro. Tinha dias que eu defendia bem, noutros nem tanto, mas era assim que foi acontecendo.
Foi na época de criança que eu passei de são-paulino a corintiano. Meu pai, desde pequeno me vestia com a camiseta do São Paulo na esperança de pelo menos eu me tornar são-paulino como ele, mas foi em vão. Virei corintiano, mesmo não sendo maloqueiro nem "falano na gíria, certo?"
Na escola, nos anos que foram sucedendo, eu peguei bronca do futebol. O motivo: eu me sentia desprezado por não saber jogar direito. Por causa disso eu me incomodava. Mas aí eu descobri o jogo de futebol entre amigos, e a minha raiva mudou: me mordia de raiva por não jogar tão bem quanto eu queria. Tinha vezes que eu me retirava do jogo por causa da decepção que eu me causava. (Já era "emo" e não sabia. #argh! ) Mas, na semana seguinte, lá ia eu tentar me divertir, mesmo correndo o risco de me chatear.
Até hoje não acompanho futebol assim como um aficcionado tradicional desse esporte no Brasil. Tanto que demorei um pouco pra descobrir o que é um zagueiro (só sabia quem era o goleiro) e demorei um pouco mais de anos pra aprender o que é impedimento. Mas nada disso me impediu - nem me impede - de ser um corintiano não maloqueiro, e muito menos de AINDA colecionar as figurinhas da copa do mundo...
