"...o tempo voa, amor! Escorre pelas mãos..." Esse trecho duma música do Lulu Santos vez ou outra ecoa em minha cabeça. Ele parece aquela areia que você pega com um mão só, mas você vê que ela não fica aprisionada. Ela escorre fácil fácil, e você não pode fazer nada, a não ser olhar pra ela vazando de sua mão.
Por causa dessa característica é que eu sinto a necessidade de usá-lo ao máximo cada dia. Eu sou novo ainda, mas sempre penso no dia em que eu irei sustentar a minha casa. Por enquanto a gente está conseguindo dar conta de pelo menos comer, mas meu contrato no serviço onde eu estou está acabando, as contas aumentando, as necessidades de meus pais e minha família parece dar leves agravos - nunca fica trágico de fato, mas sempre parece que caminha pra algo pior.
A vida tem as suas ansiedades, e eu tento não me contaminar tanto com elas ao ponto de me tornar um sempre-melancólico. Em geral, eu costumo procurar me contentar com o que já tenho de bacana. Tanto é que eu não sou desses que perdem o sono durante a noite. Se eu dormir numa casa e eu trancar a porta, ESQUEÇA! Meu sono é tão pesado que se você fizer uma festa barulhenta na hora que eu estou dormindo eu não acordo. Quem me conhece sabe que isso que falo é a mais pura verdade.
Esse post veio após eu ver as fotos de minha mãe. Fiquei olhando para aquelas fotos e me deu uma leve vontade de me emocionar. Me fez lembrar das coisas que eu busco, e sei que boa parte dessas coisas que eu busco com o tempo que me sobra é em prol da casa onde me criei. É pensando em meus cachorros e na minha família. O tempo passa, o tempo voa, e as situações vão mudando...
Já vi que esse post vai ficar um pouco desconexo, mas acredito que depois de vocês lerem umas 3 vezes talvez venha a fazer sentido pra vocês que o lê. Acho que escrevi este post na tentativa de refletir um pouco nas coisas que eu estou fazendo até o momento e que, até agora, continuo andando em busca do melhor para mim e para os da minha casa.
Sou adulto, mas também sou menino. Tenho muito o que aprender durante todo o meu caminho.
Mostrando postagens com marcador aprender com a vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador aprender com a vida. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 20 de julho de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Viver e aprender
Acho que a eternidade seria muito pouco tempo para poder aprender tudo o que há para se aprender nesse planeta. Menor ainda se levar em conta o Universo. Mesmo com o surgimento da Internet, a impressão que eu tenho é que ainda não sabemos um décimo sequer de tudo o que existe. A cada coisa que venho a conhecer, mais ignorante pareço ser.
Por exemplo, quantas coisas interessantes podem haver num bairro durante anos e anos, mas muita gente, incluindo as pessoas mais antigas de lá, nem sequer ter ideia da existência delas. Quantas coisas pode uma pessoa querer aprender e fazer, mas mesmo usando todo o tempo que possui livre para realizá-las ainda assim sentir que ficou faltando coisa pra entender!
Em certos momentos, podemos nos sentir frustrados por não saber o tanto que queríamos saber, mas também temos a possibilidade de, com isso, nos sentir motivados a fazer mais. Afinal, se a eternidade parece não ser suficiente para aprender – e fazer – tudo o que queremos, que dirá nessa nossa breve vida que, com um pouquinho mais de força, pode durar apenas uns 90 anos! (Isso se também tivermos sorte de não sofrermos nenhum acidente fatal até lá.) Resumindo: se quero aprender mais, melhor aprender enquanto ainda sou vivo, mesmo a minha vida - e a de qualquer outra pessoa - sendo de curta duração.
Por exemplo, quantas coisas interessantes podem haver num bairro durante anos e anos, mas muita gente, incluindo as pessoas mais antigas de lá, nem sequer ter ideia da existência delas. Quantas coisas pode uma pessoa querer aprender e fazer, mas mesmo usando todo o tempo que possui livre para realizá-las ainda assim sentir que ficou faltando coisa pra entender!
Em certos momentos, podemos nos sentir frustrados por não saber o tanto que queríamos saber, mas também temos a possibilidade de, com isso, nos sentir motivados a fazer mais. Afinal, se a eternidade parece não ser suficiente para aprender – e fazer – tudo o que queremos, que dirá nessa nossa breve vida que, com um pouquinho mais de força, pode durar apenas uns 90 anos! (Isso se também tivermos sorte de não sofrermos nenhum acidente fatal até lá.) Resumindo: se quero aprender mais, melhor aprender enquanto ainda sou vivo, mesmo a minha vida - e a de qualquer outra pessoa - sendo de curta duração.
Assinar:
Postagens (Atom)

