O livro "Por uma vida melhor" anda causando polêmica desde a semana passada. Pra quem não sabe, esse é o tal livro que "o MEC aprovou, que fala que é certo falar errado". Mas andei lendo algumas reportagens, e me parece que o livro não incentiva que a pessoa fale somente o "errado" (leia-se: popular), mas que saiba falar - e entender - tanto o popular ("nós pega") quanto a norma culta ("nós pegamos"). Mas mesmo assim é complicado ver um livro aprovado pelo MEC fazer uma afirmação que está suscetível a causar dúvidas a quem lê. (Veja o trecho causador da polêmica aqui)
Esse assunto me fez pensar em meu dia-a-dia. Eu sou, atualmente, monitor de informática básica. Eu lido com alunos de 7 a 70 anos. Quando alguém fala comigo no popular, eu posso até "arrepití" a palavra, em minha explicação, conforme a norma culta reza, mas não usarei isso para constranger o aluno que tanto se esforça para aprender a mexer naquela máquina que ele nunca ousou mexer em toda a sua vida. Muitos deles são semi-analfabetos, e morrem de vergonha de mostrar o que entendeu com medo de falar errado. Não constranger nesse contexto é um ato de respeito e bom senso, e promove a evolução do aluno.
Agora o problema está no sujeito que, mesmo tendo acesso à norma culta, insiste em falar em todos os momentos no modo popular. Aí não dá. Exemplo: um estudante de faculdade - seja qual for a disciplina - vir a dizer que "nóis pega uns baguio" numa apresentação de TCC é de doer o coração! É de aflorar o Hulk que existe em você!!
Então, pra mim, há casos e casos. E se você, leitor, viu algo escrito errado por aqui, me mostre, pois os seus olhos atentos serão muito bem-vindos. ;) E se quiser formar melhor a sua opinião sobre o assunto, embaixo há alguns links noticiosos sobre o assunto.
Estadão
Portal Terra
G1
Último segundo
