Há em nossa era uma forma estranha de saudade, que não é exatamente saudade de CONVERSAR com um amigo, mas sim da PRESENÇA FÍSICA do amigo.
Se você vai pra uma outra cidade, como fazer um texto de despedida pro seu amigão? Companheiro, gente boa, ou um mala da qual você não consegue deixar de carregar quando está por perto. Pois é...
A coisa não fica só nessa. Você passa a conhecer pessoas via redes sociais, blogosfera (acredite, eu conheci pessoas com esse blog SUPER popular!), e você passa a ter amigos que falam contigo só via letras. Daí, seus amigos que você conheceu em carne e osso passam a falar contigo só via letras também, e eles se misturam aos seus amigos virtuais. Então, numa madrugada qualquer você passa a se perguntar: "Como agora vou ter saudades?"
Essa pergunta é muito estranha. Afinal, a vontade de conhecer alguém pessoalmente se mistura à vontade de rever alguém em pessoa. Você não sabe se entristece, se só reflete ou se apenas suspira. Sei que, nesse momento, não saberia direito o que escrever numa carta de despedida a um amigo que amo...
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Ao Rob Gordon, com carinho.
Eu estava vendo minha caixa de e-mail e lá tinha um feed do blog Championship Vynil, e resolvi ver o que tinha pro dia. Como eu tinha tempo, resolvi ler. Gostei do que li e comecei a comentar. Mas eu vi que me comentário ia ficar enorme, e que o melhor mesmo era escrever um post logo. E aqui está o post em que falo pra ti, Rob, o quão bacana é o seu blog. E espero que tenha tempo pra ler o meu texto também... (Vida corrida!)
Seu blog faz parte da minha história na blogosfera. Entrei nesse mundinho só por curiosidade, e acabei encontrando coisas e pessoas bem legais com essa curiosidade. Você é uma dessas pessoas. Só pra ilustrar do efeito da blogosfera em minha vida, nesse domingo que passou eu fui num festival de dança japonesa em que um blogueiro de Curitiba participou. A entrada era apenas alimentos não perecíveis e o local era nada mais nada menos que a Via Funchal. Dificilmente entraria de outra forma na Via Funchal!
O seu blog, desde que eu o vi pela primeira vez, sempre foi uma referência de como escrever um blog. Lembro de um texto teu eu ler e depois mostrar para a minha irmã, que não era muito fã de leitura, mas que ficou encantada com o que você escreveu. Ela até disse que você era um homem pra casar! Lembro de conversar no MSN com um outro blogueiro e ficar rasgando seda, falando de que "quem me dera o meu blog fosse um Championship!" Essa forma conversada de se expressar, sincera e sem pretensões fizeram esse blog tomar a proporção que tomou. Culminou no recebimento de um prêmio (o prêmio não foi para o blog, mas o blog foi parte importante no caminho até esse prêmio), mas eu me lembro que até mesmo os organizadores do Rock In Rio perceberam a importância do seu blog não só para um internauta, mas para toda uma blogosfera que o acompanha fielmente, mesmo a música não sendo o único tema do Champ.
Eu não tenho conseguido entrar no seu blog tanto quanto eu queria, mas todas as esporádicas vezes que eu entro é sempre com essa mesma qualidade, e sempre com a mesma beleza. Você é daqueles que fazem poesia com longas prosas. O que você escreve possui o mesmo efeito da gravidade no leitor que visita seus textos.
Já escrevi um post sobre o seu blog há três anos atrás, mas acho que nunca é demais relembrar daquilo que é bacana. Espero que tenha cada vez mais sucesso em suas empreitadas, e que continue encarando com bom humor coisas que não tem graça nenhuma. Obrigado por continuar escrevendo. :)
Seu blog faz parte da minha história na blogosfera. Entrei nesse mundinho só por curiosidade, e acabei encontrando coisas e pessoas bem legais com essa curiosidade. Você é uma dessas pessoas. Só pra ilustrar do efeito da blogosfera em minha vida, nesse domingo que passou eu fui num festival de dança japonesa em que um blogueiro de Curitiba participou. A entrada era apenas alimentos não perecíveis e o local era nada mais nada menos que a Via Funchal. Dificilmente entraria de outra forma na Via Funchal!
O seu blog, desde que eu o vi pela primeira vez, sempre foi uma referência de como escrever um blog. Lembro de um texto teu eu ler e depois mostrar para a minha irmã, que não era muito fã de leitura, mas que ficou encantada com o que você escreveu. Ela até disse que você era um homem pra casar! Lembro de conversar no MSN com um outro blogueiro e ficar rasgando seda, falando de que "quem me dera o meu blog fosse um Championship!" Essa forma conversada de se expressar, sincera e sem pretensões fizeram esse blog tomar a proporção que tomou. Culminou no recebimento de um prêmio (o prêmio não foi para o blog, mas o blog foi parte importante no caminho até esse prêmio), mas eu me lembro que até mesmo os organizadores do Rock In Rio perceberam a importância do seu blog não só para um internauta, mas para toda uma blogosfera que o acompanha fielmente, mesmo a música não sendo o único tema do Champ.
Eu não tenho conseguido entrar no seu blog tanto quanto eu queria, mas todas as esporádicas vezes que eu entro é sempre com essa mesma qualidade, e sempre com a mesma beleza. Você é daqueles que fazem poesia com longas prosas. O que você escreve possui o mesmo efeito da gravidade no leitor que visita seus textos.
Já escrevi um post sobre o seu blog há três anos atrás, mas acho que nunca é demais relembrar daquilo que é bacana. Espero que tenha cada vez mais sucesso em suas empreitadas, e que continue encarando com bom humor coisas que não tem graça nenhuma. Obrigado por continuar escrevendo. :)
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Resposta a uma blogueira
Era uma vez um blogueiro viajante, que fazia tempo que não aparecia. Sua cabeça não conseguia produzir nada, e não via motivos para encher linguiça de um blog. Podia fazer isso com o seu blog, mas não com aquele em que era um simples colaborador.
Esse blogueiro viajou em terras distantes, nas quais sua cabeça estava em outros lugares, menos em terras férteis em produções de textos. O tempo, o trabalho, os estudos e a falta de inspiração foram a cada dia tornando esse blogueiro em, além de viajante, um blogueiro inativo.
Até que um dia resolveu fuçar na blogosfera e, por sua vez, em sua conta no blogger. Lá, ele ficou curioso com o fato de alguns entrarem em seu blog ao procurar para seus irmãos mais novos um texto bacana para eles. Isso o inspirou a escrever um post em que expunha essa sua curiosidade, e que até mesmo perguntava a quem TALVEZ o lesse se tinha como ajudar. A única ajuda que recebeu foi um "passa anos sumido e volta pedindo ajuda!" Diante de tal reação, ele acabou achando o que precisava: de inspiração.
Moral da história: até quem não tem nada pra lhe oferecer no momento pode acabar lhe ajudando sem querer. Obrigado, e até o próximo post. ;)
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Meus primeiros versos em inglês na vida!
O título da diz tudo. Logo, pode ter alguns erros, mas... é poesia, no final das contas! Posso dizer que os meus erros não passam de licença poética! :P Se alguém achar um erro uma licença poética, por favor, me aponte. Não é lá grande coisa, mas já é um começo... E não esqueça de comentar dizendo o que achou. (Se quiser entender o que diz a primeira linha, olhe a foto ao lado que ficará mais fácil a compreensão. E... Sim, a introdução é maior que os versos a seguir...)
On bus
The whites come, the reds go:
This is how two ways tonight do.
I am on Dutra and writting in my note.
The people is arriving, fulling my "ride".
The air becomes warm - I can't take a breath, man!
And a man sees my notes and does not understand them. :P
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Se quiser, a tradução está aqui. http://charlie-complementos.blogspot.com.br/2012/07/traducao-de-on-bus-meus-primeiros.html
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Deixei de ser menino. Agora sou um menino adulto!
"...o tempo voa, amor! Escorre pelas mãos..." Esse trecho duma música do Lulu Santos vez ou outra ecoa em minha cabeça. Ele parece aquela areia que você pega com um mão só, mas você vê que ela não fica aprisionada. Ela escorre fácil fácil, e você não pode fazer nada, a não ser olhar pra ela vazando de sua mão.
Por causa dessa característica é que eu sinto a necessidade de usá-lo ao máximo cada dia. Eu sou novo ainda, mas sempre penso no dia em que eu irei sustentar a minha casa. Por enquanto a gente está conseguindo dar conta de pelo menos comer, mas meu contrato no serviço onde eu estou está acabando, as contas aumentando, as necessidades de meus pais e minha família parece dar leves agravos - nunca fica trágico de fato, mas sempre parece que caminha pra algo pior.
A vida tem as suas ansiedades, e eu tento não me contaminar tanto com elas ao ponto de me tornar um sempre-melancólico. Em geral, eu costumo procurar me contentar com o que já tenho de bacana. Tanto é que eu não sou desses que perdem o sono durante a noite. Se eu dormir numa casa e eu trancar a porta, ESQUEÇA! Meu sono é tão pesado que se você fizer uma festa barulhenta na hora que eu estou dormindo eu não acordo. Quem me conhece sabe que isso que falo é a mais pura verdade.
Esse post veio após eu ver as fotos de minha mãe. Fiquei olhando para aquelas fotos e me deu uma leve vontade de me emocionar. Me fez lembrar das coisas que eu busco, e sei que boa parte dessas coisas que eu busco com o tempo que me sobra é em prol da casa onde me criei. É pensando em meus cachorros e na minha família. O tempo passa, o tempo voa, e as situações vão mudando...
Já vi que esse post vai ficar um pouco desconexo, mas acredito que depois de vocês lerem umas 3 vezes talvez venha a fazer sentido pra vocês que o lê. Acho que escrevi este post na tentativa de refletir um pouco nas coisas que eu estou fazendo até o momento e que, até agora, continuo andando em busca do melhor para mim e para os da minha casa.
Sou adulto, mas também sou menino. Tenho muito o que aprender durante todo o meu caminho.
Por causa dessa característica é que eu sinto a necessidade de usá-lo ao máximo cada dia. Eu sou novo ainda, mas sempre penso no dia em que eu irei sustentar a minha casa. Por enquanto a gente está conseguindo dar conta de pelo menos comer, mas meu contrato no serviço onde eu estou está acabando, as contas aumentando, as necessidades de meus pais e minha família parece dar leves agravos - nunca fica trágico de fato, mas sempre parece que caminha pra algo pior.
A vida tem as suas ansiedades, e eu tento não me contaminar tanto com elas ao ponto de me tornar um sempre-melancólico. Em geral, eu costumo procurar me contentar com o que já tenho de bacana. Tanto é que eu não sou desses que perdem o sono durante a noite. Se eu dormir numa casa e eu trancar a porta, ESQUEÇA! Meu sono é tão pesado que se você fizer uma festa barulhenta na hora que eu estou dormindo eu não acordo. Quem me conhece sabe que isso que falo é a mais pura verdade.
Esse post veio após eu ver as fotos de minha mãe. Fiquei olhando para aquelas fotos e me deu uma leve vontade de me emocionar. Me fez lembrar das coisas que eu busco, e sei que boa parte dessas coisas que eu busco com o tempo que me sobra é em prol da casa onde me criei. É pensando em meus cachorros e na minha família. O tempo passa, o tempo voa, e as situações vão mudando...
Já vi que esse post vai ficar um pouco desconexo, mas acredito que depois de vocês lerem umas 3 vezes talvez venha a fazer sentido pra vocês que o lê. Acho que escrevi este post na tentativa de refletir um pouco nas coisas que eu estou fazendo até o momento e que, até agora, continuo andando em busca do melhor para mim e para os da minha casa.
Sou adulto, mas também sou menino. Tenho muito o que aprender durante todo o meu caminho.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Quem está pior?
Quem está em situação pior: uma criança desnutrida na Etiópia ou um homem de coração partido?
Quem está pior: um rico que tem um filho com doença rara e incurável ou a mãe pobre que não tem como sustentar o seu filho? É pior ficar ouvindo insultos injustos a seu respeito durante 2 horas ininterruptas ou aos 20 anos descobrir que perdeu sua audição por causa duma explosão de menos de 2 segundos que você mesmo não cometeu?
Afinal, quem sofre mais? Quem está em piores apertos? Será que certas facilidades de uns é capaz de diminuir por completo suas tristezas? Poder possuir mais coisas significa poder ter TUDO? O fato de outro parecer estar em situação "menos-pior-de-ruim" desmerece o sofrimento desse outro?
Afinal: SUA situação é pior do que a do seu vizinho? E digo mais: já parou pra pensar no que você tem de bom?...
Afinal, quem sofre mais? Quem está em piores apertos? Será que certas facilidades de uns é capaz de diminuir por completo suas tristezas? Poder possuir mais coisas significa poder ter TUDO? O fato de outro parecer estar em situação "menos-pior-de-ruim" desmerece o sofrimento desse outro?
Afinal: SUA situação é pior do que a do seu vizinho? E digo mais: já parou pra pensar no que você tem de bom?...
terça-feira, 22 de maio de 2012
"Um adulto criativo é uma criança que sobreviveu"
Em português: "Um adulto criativo é uma criança que sobreviveu."
Isso é verdade, mas...
O tempo e as circunstâncias nos faz ver que precisamos agir com mais responsabilidade, com mais seriedade, e isso facilmente nos motiva a matar o que uma criança tem de melhor: a imaginação. Sem imaginação a tendência de sermos repetitivos e sem capacidade de pensamento é muito maior. Mas, quando um adulto mantém a sua criatividade, mantém viva a criança dentro de si, que imagina só de brincadeira, mas sem querer começa a ver os belos sentidos das coisas.
O criativo é chamado de louco, de não ser comprometido com o que faz e só viver de sonho. A vida não é só sonho, como também não é só seriedade. Quem pouco se motiva a sorrir atrofia os músculos da face, e quem pouco imagina inutiliza os neurônios do cérebro, e quem é adulto sabe como é difícil a vida de um gagá. Quem usa pouco a imaginação por não querer ser criança acaba ficando com o cérebro igual ou pior a de um bebê, ou seja, gagá!
Sim, existem crianças birrentas e mal criadas, mas também existem crianças encantadoras e que inspiram com sua inocência. E essas crianças que inspiram, que encantam, que imaginam e que são espontâneas sem querer forçar uma inteligência fenomenal e precoce: esse tipo de criança eu quero ser. Quero ter o melhor que uma criança pode ter. Se eu puder fazer pelo menos um bocado de gente - ou seja, outro tanto de crianças - feliz tentando ser mais criativo, então eu serei por muito mais tempo, não apenas um adulto, mas também um menino feliz. :)
O tempo e as circunstâncias nos faz ver que precisamos agir com mais responsabilidade, com mais seriedade, e isso facilmente nos motiva a matar o que uma criança tem de melhor: a imaginação. Sem imaginação a tendência de sermos repetitivos e sem capacidade de pensamento é muito maior. Mas, quando um adulto mantém a sua criatividade, mantém viva a criança dentro de si, que imagina só de brincadeira, mas sem querer começa a ver os belos sentidos das coisas.
O criativo é chamado de louco, de não ser comprometido com o que faz e só viver de sonho. A vida não é só sonho, como também não é só seriedade. Quem pouco se motiva a sorrir atrofia os músculos da face, e quem pouco imagina inutiliza os neurônios do cérebro, e quem é adulto sabe como é difícil a vida de um gagá. Quem usa pouco a imaginação por não querer ser criança acaba ficando com o cérebro igual ou pior a de um bebê, ou seja, gagá!
Sim, existem crianças birrentas e mal criadas, mas também existem crianças encantadoras e que inspiram com sua inocência. E essas crianças que inspiram, que encantam, que imaginam e que são espontâneas sem querer forçar uma inteligência fenomenal e precoce: esse tipo de criança eu quero ser. Quero ter o melhor que uma criança pode ter. Se eu puder fazer pelo menos um bocado de gente - ou seja, outro tanto de crianças - feliz tentando ser mais criativo, então eu serei por muito mais tempo, não apenas um adulto, mas também um menino feliz. :)
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