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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Charlie falando com Charlie

Do que você têm medo? Você é saudável, jovem, tem uma boa capacidade de aprendizado... Por que você encontra empecilho pra fazer aquilo que você quer?!

Engraçado que as coisas que você quer não são nada de mais: montar uma coreografia, aprender outros idiomas (coreano, dinamarquês, holandês, norueguês, espanhol, alemão...), ser mais engajado nas artes e no aprendizado... Porém, o teu passado lhe obceca. Você fica insistindo em tudo aquilo que não deu certo - o que não é muito, já que você começa e não termina - e não pensa no que pode dar certo. Descobriu o que dá errado? ENTÃO FAÇA O QUE DÁ CERTO, CARAMBA!

O seu pior inimigo não é aquele cara ali, mas o cara aqui. Quando um outro cara te faz falsas acusações, você tem mais força para rebater, mas quando o cara que te acusa de incompetência é você mesmo a coisa muda de figura: você terá a tendência de te dar razão.

Sinceramente? Você precisa se convencer a não parar para se ouvir quando estiver triste. Mesmo que você tenha a certeza de que nada de bom vai lhe acontecer, continue andando e não pare o que começou. A menos que suas pernas sejam amputadas, continue caminhando. Quem tem que te atrasar são os problemas, e você NÃO É o problema!

Bora acordar, Charlie! Quem convive contigo já não aguenta mais ouvir você chateado consigo mesmo! Até eu que nasci contigo estou ficando irritado. Deixe seus maus pensamentos falando sozinhos e ande pra frente. Do jeito que tá você parece um doente. (E está ficando doente.)


domingo, 31 de maio de 2015

Não gosto de palavrão

Não gosto de palavrão. Isso mesmo: não gosto. Tem quem a defenda como uma forma de expressar sentimentos como outro qualquer, mas acho nojento e desnecessário.

Já ouvi que todo mundo, se não fala, pensa. Mas eu nem cogito em dizer. Quando eu me estresso, o que costumo dizer é "maldito", " idiota", "tonto", " bobão", "miserável", "desgraçado", "carniça em decomposição"... Mesmo algumas dessas expressões chegam a ser fortes e até agressivas, e mesmo não estando na lista de palavras-que-mamãe-não-quer-e-papai-não-deixa eu evito usar com algumas pessoas.

Mas o leitor pode dizer: "Mas eu gosto de [dizer] palavrão. Gosto da liberdade que ela me proporciona, de não sentir nada engasgado na garganta, de deixar claro que não gostei. E vamo combinar: piadas com palavrões são as mais engraçadas!" É mesmo?! Se as pessoas possuem a liberdade de dizer o que bem entendem, então eu tenho a liberdade de não dizer o que não quero dizer; e não sinto nada engasgado não. Se preciso expôr o que penso, eu exponho. A diferença é que usarei muitas outras palavras e excetuarei os palavrões. (Não sabe o que é "excetuar"? Procure um dicionário. O palavrão é novo? Vá no Dicionário Informal que lá deve ensinar, mas acho difícil haver palavrões novos e com mais de três sílabas.)

Ao ler isso tudo deu vontade de xingar muito no Twitter? Concorda com o que eu penso, apesar de achar divertido ofender a mãe do seu amigo quando o encontra na rua? Não deixe seus pensamentos engasgados em sua garganta/mente. Comente, compartilhe. Sinta a liberdade de dizer o que pensa, mas... sem palavrões, por favor! #prontofalei :P

sábado, 2 de maio de 2015

Os mais velhos e as redes sociais.

Muita gente evita, mas gosto de ouvir os mais velhos. Eles viveram numa outra época, e podem, mais do que eu e outros de 20 e tantos anos, comparar o que acontecia antes com agora. Os anos que eles viveram e vivem fizeram eles verem muitas coisas...

Esses dias eu observei que muitos que conheço com mais de 50 anos não criam contas em redes sociais para não serem vítimas de fofoca e evitar outros tipos de problemas de relacionamentos. Uma colega minha de trabalho resiste em usar o WhatsApp, por exemplo. (Só de tempo trabalhado por ela são uns 40 anos.) Eu tenho algumas redes sociais, mas mesmo assim vejo vantagem nesse jeito de encará-las. Por quê?

Redes sociais são sites que usamos para nos socializarmos, certo? Eu uso o Twitter, o Facebook, o Messenger do Facebook, o Blogger e mais alguns outros para me comunicar. Porém, se eu tivesse um estilo de vida - e de socialização e comunicação - em que só o e-mail bastasse, para quê eu me inscreveria no snapchat, por exemplo? Sabendo dos mal-entendidos que andam surgindo pelas redes sociais, pra quê arranjar sarna para se coçar?

Poderia até entrar em alguma rede social nova, mas a cautela comum aos mais maduros vale em qualquer época. A tecnologia muda, mas a natureza humana não. Acredito que temos que ter a mente aberta para o novo, mas também lembrar que o novo não existiria se um velho de hoje não começasse lá no passado. Olhar para frente, mas sem desprezar o caminho percorrido pelos mais velhos.

PS: Quero agradecer às pessoas que recentemente curtiram a minha página no Facebook. Desde abril do ano passado que não posto por aqui, e ainda assim há pessoas que curtem o que eu escrevo. Obrigado, e voltem sempre.