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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Vômito de letrinhas

Estou feliz em ver que muitos dos que eu vi na blogosfera quando eu comecei por volta de 2008 a 2010 hoje continuam fazendo conteúdo para Internet, seja em podcasts, vlogs, blogs e outras formas de se comunicar por aqui. De coração. Mas confesso que sinto uma raiva pelo jeito que me encontro: sem rumo, sem esperança, sem qualquer indício de sentimento de crescimento. Ainda me sinto um idiota!

Felipe Neto foi um dos caras em que eu vi o começo dele. Não o conheço pessoalmente, mas ele me passou via Twitter o link de um dos primeiros vídeos dele em 2010. Na época eu só blogava, e ele era apenas mais um carinha aí que eu seguia no Twitter. Não deu 3 meses ele já era Trend Topic no Twitter, numa época que só mostravam quem era Trend no mundo!

Já conversei via MSN com o Rodrigo Tucano (hoje ele é assistente de direção do Canal Nostalgia), já interagi algumas vezes com o Rob Gordon (hoje roteirista do Canal Nostalgia), interagi com o Felipe Neto antes dele ser famoso, ouvia o Rodrigo Barros nos podcasts do Geek Geek Hurrah antes dele ser pai de Bernado e marido de Ingrid... Cara! Eles mostram algum sinal de que fizeram algo, que estão construindo alguma coisa. Eu sempre tenho a sensação de que estou correndo contra o vento, que nenhuma das minhas habilidades estão sendo realmente utilizadas. Sempre tenho a vontade de dizer isso, mas sempre fico com vergonha de postar, e com raiva de saber que esse sentimento é coisa de gente idiota.

Não sinto inveja desses caras. SÉRIO! A minha raiva é COMIGO! Afinal, passamos pela mesma órbita na blogosfera. Como eu fui ficar assim, sem movimento, que só fica mais felizinho quando está no trabalho, e quando volta pra casa fica com ódio da pouca produtividade que realiza por lá?

Sei que isso é coisa para se falar em um divã, com um psicanalista, terapeuta, ou coisa parecida, mas não tenho grana pra isso. Acredito que, com a moda dos blogs não ser tão alta quanto antes, as chances de aparecer algum hater concordando comigo na parte em que eu digo que eu sou um nada são pequenas. Não estou querendo ganhar cócegas para os meus ouvidos, não é isso, o problema é essa minha raiva passar e eu continuar sendo julgado pelo resto da vida por conta dum sentimento que qualquer pessoa pode vir a ter!

Posso me arrepender amargamente em postar essa joça, mas também pode dar em nada. Com as visualizações menores que 100 - a maioria vinda de pessoas perdidas no Google que sem querer acham isso - é capaz que isso sirva mais para que eu leia alguns anos mais tarde e pense: como eu era idiota. Ou pior: não mudei nada...

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Caráter vem de berço (?)

"Corpo bonito qualquer academia faz ! Mas caráter e humildade, vem de berço."

 Acredito em parte do que dizem essas palavras. Acredito que corpo bonito não é tudo, e isso qualquer pessoa sensata sabe disso. Porém, caráter e humildade não acredito que venha sempre de berço não. Se fosse assim, os filhos de Osama Bin Laden e Pablo Escobar estariam hoje destinados a serem dois terroristas, e isso eles não são.

 Alguém ser do mesmo sangue que você não é garantia de que essa pessoa será tua amiga e um modelo a ser seguido. Felizmente é possível ser gente mesmo quando o berço anda todo estragado. Muita gente veio de pais problemáticos, e hoje são grandes pessoas, apesar da crença de que se os pais não prestam os filhos também vão ser uma droga.

Por conta dessa crença de que a genética é um fator dominante e determinante no caráter de alguém que muita gente não quer adotar crianças com muito mais do que 2 meses de idade, pois acreditam que até esse período o "gene do mal" não teve tempo de se manifestar. Essa crença habita a cabeça até mesmo de pessoas formadas em disciplinas relacionadas ao comportamento humano. Estudam, estudam, mas não aprendem de fato...

Caráter vem de berço sim, mas não sempre. Há momentos em que, contra todas as expectativas para o pior, alguém aprende com até então completos estranhos a linguagem do amor de verdade: aquele que não usa o parentesco como desculpa para o ódio aos outros fora da família.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

30


Esses dias andei observando alguns papéis que escrevi, falando sobre alguns dos meus amigos e parentes alguns anos atrás. Engraçado que muita coisa não mudou, tanto referente a mim como referente aos meus amigos.

O tempo passa, as coisas mudam, mas nem sempre as pessoas mudam. As mudanças às quais me refiro não são coisas ruins necessariamente. Amadurecemos, ganhamos bagagem, mas a nossa essência não muda muito. Por mais durões que tentemos ser, somos frágeis: temos medos, ansiedades, agonias, tristezas...

Falando em tempo, agora tenho cara de 20, mente de 35, emocional de 15 e corpo de vinte e cinco. Somando tudo o resultado é 30. Mais 10 chegamos aos quarenta. Se der bobeira, chego aos 80 num estalar de dedos.

Diante desse cálculo todo, vejo que o melhor momento é agora. As coisas não esperam: tudo está em processo. Durante o processo, decisões são tomadas. A não-decisão minha implica que a decisão será dada por outra pessoa. Não há como escapar, e é praticamente um fenômeno natural.

Ansiedade é normal, mas nunca deve ser usada como norte. Ela, se não controlada, vira um ímã que bagunça a direção da bússola.

Se você não entendeu nada do que escrevi, meus parabéns. Você não teve problemas na vida. Quer dizer... Pelo menos você não chegou aos 30 anos e não se sente um adolescente prestes a protagonizar mais um episódio de "Essa é a minha vida" teen. Já não era pra certas questões terem sido resolvidas?

Na escola da vida, não importa quantas séries você passa, SEMPRE haverá mais contas para responder, equações para solucionar e problemas para resolver. Nada é só + ou - ou ÷ ou ×, vez ou outra vai aparecer símbolos matemáticos que tentaremos entender, e elementos que surgem apenas para nos ensinar que há contas, equações e problemas que não possuem solução. Somos obrigados apenas a lidar.

A que conclusão chegamos depois de tudo isso? Até o momento... Nada! Quando eu concluir, é porque eu morri. Até lá, uma coisa é certa: eu terei mais do que 30 anos.