Ser gentil é sinal de fraqueza? Ser bacana é algo arriscado demais, que pode pôr em risco o respeito que as pessoas tem por você? Todos os dias essas questões se repetem na minha cara, como que fustigando sutilmente a minha pele.
Sinto pessoas rindo de mim pelas costas, achando que sou ridículo por ser espontâneo, se achando os reis da piada por acharem que sou digno de ser "aloprado" ("Aloprar" significa "zombar, zoar, fazer troça"). "Nossa, mano! Alopro direto aquele cara!", dizem.
Ok, ok: o meu jeito de ser não passa desapercebido. Dançar por onde se anda e cantarolar enquanto trabalha não é algo comum de se ver um inspetor de alunos fazer, mas isso não faz de mim um profissional pior. Até onde eu sei eu lido com jovens, e quanto mais sisudo eu for, mais resistentes eles serão.
Pra quê reprimir minha personalidade, forçar a barra? Ficar com cara de bravo o tempo inteiro farão as pessoas me respeitar sempre? Não! Acredito que é um bom caminho não duvidar da capacidade do aluno de raciocinar e de ser persuadido a falar com seus professores duma forma que evite maus entendidos. Há momentos que uma intermediação amigável já é mais que o suficiente. Não é preciso ficar gritando o tempo todo! Se for preciso ser mais firme na hora de advertir, aborde de forma mais séria, independentemente se você for espontâneo ou não. E outra: quando a barra pesa, não sou eu que tenho que resolver...
Apesar de parecer, inspetor de alunos NÃO É segurança de boate. Qualquer um que oriente alguém - mesmo que a orientação seja um "vá pra sala" - pode ser classificado como educador. (Não estou me referindo à educação moral que cabe aos pais, mas sim como um educador no sentido de trabalhar com Educação.) Não sou professor de sala, mas é preciso que o amor me oriente na forma como educo. Respeito é uma forma de amor. Em outras palavras, tem que saber chegar.
No que diz respeito a ser gentil, a gentileza não gera gente folgada. O que gera gente folgada é a sua incapacidade de dizer "não". Sou gentil sim, mas quando não dá, falo que não dá pra fazer e sigo meu trabalho. Até lembro a pessoa que, quando dá, eu ajudo sem problemas, mas há momentos que você precisa abrir o jogo e mostrar que não dá pra atender às demandas individuais de todos os jovens duma escola com mais de 500 alunos!
Mudar meu jeito eu quero, mas tem que ser pra melhor. Eu não vou melhorar se eu suprimir a minha personalidade. Não haverá motivo de ficar cantarolando dentro do cinema enquanto assisto a um filme, mas num corredor barulhento de escola é inapropriado? Não. Não é.
Ser feliz não é um crime. Ser gentil não é fraqueza. Ser bondoso não te faz idiota. O problema não está na felicidade, na gentileza, e muito menos na bondade. O problema é o mundo que está doente e que adoece o conceito das pessoas do que é a vida.
sábado, 22 de outubro de 2016
domingo, 18 de setembro de 2016
Exatas ou Humanas? Eis a questão!
Se sou de Exatas ou de Humanas? Acho que a mistura dos dois.
Acredito no amor, mas não sou desses impulsivos, que por causa duma paixão ou amizade se descabeça, perdendo a noção total do que faz. (Estou falando na maioria das vezes. Eu sou de carne e osso, ok?)
Na escola eu amava Português, mas vivia ensinando meus amigos a como resolver contas de Matemática. Álgebra e problemas - ou seja, quando letras e palavras se misturavam aos números - não me davam dores de cabeça. O volume de exercícios sim, mas não o fato de precisar resolvê-los.
Sinceramente? Não existe disciplina isolada da outra. Elas são isoladas para facilitar o entendimento de partes dum assunto, mas a existência de uma depende da outra. "Ah! Mas eu faço Letras e nunca precisei de números! Só pra saber do meu salário e o número da página e olhe lá!". Pois é... Mas e a métrica usada para tornar as poesias mais interessantes? Há somente Linguística nisso?
Amava Português porque, como eu dizia desde a 3ª série, mais ou menos, eu conseguia aprender as outras matérias. (Como eu não sabia Inglês na época...) Quantas e quantas vezes eu li um dicionário pra entender Ciências, História, Biologia!...
Ficar nessa de "sou de Humanas" ou "sou de Exatas" é algo que me limita. Posso gostar mais de Línguas, mas desprezar os cálculos com um "Ain! Não gosto!" ou "Ain! Não sei!" é, no mínimo, besteira. O fato de não saber como fazer não pode me motivar a desprezar a arte que não sou capaz de executar tão bem. (Quando digo "arte" leia-se "disciplina", "matéria", ou coisa parecida)
Então?! Sou de Exatas ou de Humanas?! Eu sou de Dalton, Charlie Dalton!
Acredito no amor, mas não sou desses impulsivos, que por causa duma paixão ou amizade se descabeça, perdendo a noção total do que faz. (Estou falando na maioria das vezes. Eu sou de carne e osso, ok?)
Na escola eu amava Português, mas vivia ensinando meus amigos a como resolver contas de Matemática. Álgebra e problemas - ou seja, quando letras e palavras se misturavam aos números - não me davam dores de cabeça. O volume de exercícios sim, mas não o fato de precisar resolvê-los.
Sinceramente? Não existe disciplina isolada da outra. Elas são isoladas para facilitar o entendimento de partes dum assunto, mas a existência de uma depende da outra. "Ah! Mas eu faço Letras e nunca precisei de números! Só pra saber do meu salário e o número da página e olhe lá!". Pois é... Mas e a métrica usada para tornar as poesias mais interessantes? Há somente Linguística nisso?
Amava Português porque, como eu dizia desde a 3ª série, mais ou menos, eu conseguia aprender as outras matérias. (Como eu não sabia Inglês na época...) Quantas e quantas vezes eu li um dicionário pra entender Ciências, História, Biologia!...
Ficar nessa de "sou de Humanas" ou "sou de Exatas" é algo que me limita. Posso gostar mais de Línguas, mas desprezar os cálculos com um "Ain! Não gosto!" ou "Ain! Não sei!" é, no mínimo, besteira. O fato de não saber como fazer não pode me motivar a desprezar a arte que não sou capaz de executar tão bem. (Quando digo "arte" leia-se "disciplina", "matéria", ou coisa parecida)
Então?! Sou de Exatas ou de Humanas?! Eu sou de Dalton, Charlie Dalton!
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Nota não vale mais que seu conhecimento.
...Mas ajuda a dar uma noção. Uma nota escrita por meio de um número representado pela tinta num papel não vai te mostrar nitidamente o tanto que uma pessoa possui de conhecimento em sua totalidade, conhecimento que é algo abstrato, mas vai dar a possibilidade de mostrar uma sombra do que você sabe junto com o esforço em fazer até mesmo aquilo em que você não é tão bom.
"Mas sempre tem um jeito de burlar!". Sim, é possível enganar as pessoas com notas vazias, como também com o conhecimento mal empregado, usando fatos para maquiar uma mentira deslavada. Tenha a noção que uma nota não define você como um todo, mas não fique triste caso tire um 10.
(Pensei nos jovens do Ensino Médio e Universitários, mas a essência do que foi dito aqui faz sentido em todo o resto de nossas vidas...)
"Mas sempre tem um jeito de burlar!". Sim, é possível enganar as pessoas com notas vazias, como também com o conhecimento mal empregado, usando fatos para maquiar uma mentira deslavada. Tenha a noção que uma nota não define você como um todo, mas não fique triste caso tire um 10.
(Pensei nos jovens do Ensino Médio e Universitários, mas a essência do que foi dito aqui faz sentido em todo o resto de nossas vidas...)
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Charlie falando com Charlie
Do que você têm medo? Você é saudável, jovem, tem uma boa capacidade de aprendizado... Por que você encontra empecilho pra fazer aquilo que você quer?!
Engraçado que as coisas que você quer não são nada de mais: montar uma coreografia, aprender outros idiomas (coreano, dinamarquês, holandês, norueguês, espanhol, alemão...), ser mais engajado nas artes e no aprendizado... Porém, o teu passado lhe obceca. Você fica insistindo em tudo aquilo que não deu certo - o que não é muito, já que você começa e não termina - e não pensa no que pode dar certo. Descobriu o que dá errado? ENTÃO FAÇA O QUE DÁ CERTO, CARAMBA!
O seu pior inimigo não é aquele cara ali, mas o cara aqui. Quando um outro cara te faz falsas acusações, você tem mais força para rebater, mas quando o cara que te acusa de incompetência é você mesmo a coisa muda de figura: você terá a tendência de te dar razão.
Sinceramente? Você precisa se convencer a não parar para se ouvir quando estiver triste. Mesmo que você tenha a certeza de que nada de bom vai lhe acontecer, continue andando e não pare o que começou. A menos que suas pernas sejam amputadas, continue caminhando. Quem tem que te atrasar são os problemas, e você NÃO É o problema!
Bora acordar, Charlie! Quem convive contigo já não aguenta mais ouvir você chateado consigo mesmo! Até eu que nasci contigo estou ficando irritado. Deixe seus maus pensamentos falando sozinhos e ande pra frente. Do jeito que tá você parece um doente. (E está ficando doente.)
Engraçado que as coisas que você quer não são nada de mais: montar uma coreografia, aprender outros idiomas (coreano, dinamarquês, holandês, norueguês, espanhol, alemão...), ser mais engajado nas artes e no aprendizado... Porém, o teu passado lhe obceca. Você fica insistindo em tudo aquilo que não deu certo - o que não é muito, já que você começa e não termina - e não pensa no que pode dar certo. Descobriu o que dá errado? ENTÃO FAÇA O QUE DÁ CERTO, CARAMBA!
O seu pior inimigo não é aquele cara ali, mas o cara aqui. Quando um outro cara te faz falsas acusações, você tem mais força para rebater, mas quando o cara que te acusa de incompetência é você mesmo a coisa muda de figura: você terá a tendência de te dar razão.
Sinceramente? Você precisa se convencer a não parar para se ouvir quando estiver triste. Mesmo que você tenha a certeza de que nada de bom vai lhe acontecer, continue andando e não pare o que começou. A menos que suas pernas sejam amputadas, continue caminhando. Quem tem que te atrasar são os problemas, e você NÃO É o problema!
Bora acordar, Charlie! Quem convive contigo já não aguenta mais ouvir você chateado consigo mesmo! Até eu que nasci contigo estou ficando irritado. Deixe seus maus pensamentos falando sozinhos e ande pra frente. Do jeito que tá você parece um doente. (E está ficando doente.)
domingo, 31 de maio de 2015
Não gosto de palavrão
Não gosto de palavrão. Isso mesmo: não gosto. Tem quem a defenda como uma forma de expressar sentimentos como outro qualquer, mas acho nojento e desnecessário.
Já ouvi que todo mundo, se não fala, pensa. Mas eu nem cogito em dizer. Quando eu me estresso, o que costumo dizer é "maldito", " idiota", "tonto", " bobão", "miserável", "desgraçado", "carniça em decomposição"... Mesmo algumas dessas expressões chegam a ser fortes e até agressivas, e mesmo não estando na lista de palavras-que-mamãe-não-quer-e-papai-não-deixa eu evito usar com algumas pessoas.
Mas o leitor pode dizer: "Mas eu gosto de [dizer] palavrão. Gosto da liberdade que ela me proporciona, de não sentir nada engasgado na garganta, de deixar claro que não gostei. E vamo combinar: piadas com palavrões são as mais engraçadas!" É mesmo?! Se as pessoas possuem a liberdade de dizer o que bem entendem, então eu tenho a liberdade de não dizer o que não quero dizer; e não sinto nada engasgado não. Se preciso expôr o que penso, eu exponho. A diferença é que usarei muitas outras palavras e excetuarei os palavrões. (Não sabe o que é "excetuar"? Procure um dicionário. O palavrão é novo? Vá no Dicionário Informal que lá deve ensinar, mas acho difícil haver palavrões novos e com mais de três sílabas.)
Ao ler isso tudo deu vontade de xingar muito no Twitter? Concorda com o que eu penso, apesar de achar divertido ofender a mãe do seu amigo quando o encontra na rua? Não deixe seus pensamentos engasgados em sua garganta/mente. Comente, compartilhe. Sinta a liberdade de dizer o que pensa, mas... sem palavrões, por favor! #prontofalei :P
sábado, 2 de maio de 2015
Os mais velhos e as redes sociais.
Muita gente evita, mas gosto de ouvir os mais velhos. Eles viveram numa outra época, e podem, mais do que eu e outros de 20 e tantos anos, comparar o que acontecia antes com agora. Os anos que eles viveram e vivem fizeram eles verem muitas coisas...
Esses dias eu observei que muitos que conheço com mais de 50 anos não criam contas em redes sociais para não serem vítimas de fofoca e evitar outros tipos de problemas de relacionamentos. Uma colega minha de trabalho resiste em usar o WhatsApp, por exemplo. (Só de tempo trabalhado por ela são uns 40 anos.) Eu tenho algumas redes sociais, mas mesmo assim vejo vantagem nesse jeito de encará-las. Por quê?
Redes sociais são sites que usamos para nos socializarmos, certo? Eu uso o Twitter, o Facebook, o Messenger do Facebook, o Blogger e mais alguns outros para me comunicar. Porém, se eu tivesse um estilo de vida - e de socialização e comunicação - em que só o e-mail bastasse, para quê eu me inscreveria no snapchat, por exemplo? Sabendo dos mal-entendidos que andam surgindo pelas redes sociais, pra quê arranjar sarna para se coçar?
Poderia até entrar em alguma rede social nova, mas a cautela comum aos mais maduros vale em qualquer época. A tecnologia muda, mas a natureza humana não. Acredito que temos que ter a mente aberta para o novo, mas também lembrar que o novo não existiria se um velho de hoje não começasse lá no passado. Olhar para frente, mas sem desprezar o caminho percorrido pelos mais velhos.
PS: Quero agradecer às pessoas que recentemente curtiram a minha página no Facebook. Desde abril do ano passado que não posto por aqui, e ainda assim há pessoas que curtem o que eu escrevo. Obrigado, e voltem sempre.
Esses dias eu observei que muitos que conheço com mais de 50 anos não criam contas em redes sociais para não serem vítimas de fofoca e evitar outros tipos de problemas de relacionamentos. Uma colega minha de trabalho resiste em usar o WhatsApp, por exemplo. (Só de tempo trabalhado por ela são uns 40 anos.) Eu tenho algumas redes sociais, mas mesmo assim vejo vantagem nesse jeito de encará-las. Por quê?
Redes sociais são sites que usamos para nos socializarmos, certo? Eu uso o Twitter, o Facebook, o Messenger do Facebook, o Blogger e mais alguns outros para me comunicar. Porém, se eu tivesse um estilo de vida - e de socialização e comunicação - em que só o e-mail bastasse, para quê eu me inscreveria no snapchat, por exemplo? Sabendo dos mal-entendidos que andam surgindo pelas redes sociais, pra quê arranjar sarna para se coçar?
Poderia até entrar em alguma rede social nova, mas a cautela comum aos mais maduros vale em qualquer época. A tecnologia muda, mas a natureza humana não. Acredito que temos que ter a mente aberta para o novo, mas também lembrar que o novo não existiria se um velho de hoje não começasse lá no passado. Olhar para frente, mas sem desprezar o caminho percorrido pelos mais velhos.
PS: Quero agradecer às pessoas que recentemente curtiram a minha página no Facebook. Desde abril do ano passado que não posto por aqui, e ainda assim há pessoas que curtem o que eu escrevo. Obrigado, e voltem sempre.
sábado, 5 de abril de 2014
Eu não amo da mesma forma
Eu não amo todos os meus parentes da mesma forma. Se eu disser isso não será verdade. Pra ser sincero, não amo ninguém da mesma forma, pois ninguém é igual ao outro. Para cada um há um motivo diferente para amar.
Comecei falando de parentes, mas meu amor se estende a outras pessoas fora da família. Apesar de haver motivos diferentes para eu amar alguém, meu amor não é condicional. Muitas das pessoas a quem amo não se sentem privilegiadas por isso, nem entendem direito o conceito amoroso sem ser romântico ou parental, ou de respeito sem precisar bater ou falar mais grosso.
Amar pode ser considerado como um dever que separa @s homens/mulheres d@s babacas. Você confia num babaca? Eu não confio em quem não ama. Daí eu digo isso e aparece alguém retrucando: "As pessoas são complexas. E se eu odeio uma pessoa, mas eu te amo? Como você vai confiar em mim?". Então eu respondo: O meu amor me motiva a prestar atenção nas pessoas, e eu me esforço em conseguir perceber até que ponto eu posso confiar em você. Se eu tenho tiver facilidade em me ofender, passo a desconfiar até de quem merece a minha confiança. O ódio costuma emburrecer o aborrecido.
Para resumir tudo isso, o meu amor tem diferentes motivações, mas nenhuma condição. Afinal, se eu não amar, quem vai amar por mim?
Comecei falando de parentes, mas meu amor se estende a outras pessoas fora da família. Apesar de haver motivos diferentes para eu amar alguém, meu amor não é condicional. Muitas das pessoas a quem amo não se sentem privilegiadas por isso, nem entendem direito o conceito amoroso sem ser romântico ou parental, ou de respeito sem precisar bater ou falar mais grosso.
Amar pode ser considerado como um dever que separa @s homens/mulheres d@s babacas. Você confia num babaca? Eu não confio em quem não ama. Daí eu digo isso e aparece alguém retrucando: "As pessoas são complexas. E se eu odeio uma pessoa, mas eu te amo? Como você vai confiar em mim?". Então eu respondo: O meu amor me motiva a prestar atenção nas pessoas, e eu me esforço em conseguir perceber até que ponto eu posso confiar em você. Se eu tenho tiver facilidade em me ofender, passo a desconfiar até de quem merece a minha confiança. O ódio costuma emburrecer o aborrecido.
Para resumir tudo isso, o meu amor tem diferentes motivações, mas nenhuma condição. Afinal, se eu não amar, quem vai amar por mim?
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