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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Vazio

Vazio: Sentimento de que nada existe em você, mesmo depois de ter feito pessoas sorrirem. Sentir que nada fez, mesmo depois de ter trabalhado muito. Ficar se imaginando que podia ter feito mais, mesmo tendo feito muito. Saber o que fazer, mas agir como se não soubesse, e ainda ficar em dúvida sobre o que terá em seu futuro. Nada sente ter, mas se sente cheio de tudo.

Vazio: Nada sobre nada. Nada que se aproveita - exceto agora, em que é tema deste post :\


domingo, 27 de dezembro de 2009

Sobre o narguilé.

"Pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia revelou que 9% dos estudantes de escolas públicas de São Paulo são fumantes. O vício começa cedo (48% dos jovens experimentam tabaco entre os 13 e os 15 anos) e tem influência dos parentes em casa (75% dos fumantes tem parentes tabagistas). A surpresa foi a grande incidência do uso de narguilé, instrumento usado para consumir fumo no Oriente que está virando moda entre os jovens brasileiros. Mais de 15% deles disseram já ter fumado narguilé. O número preocupa os médicos. Segundo Sérgio Ricardo Santos, da Unifesp, há a falsa impressão de que fumar narguilé é seguro: "Ele vicia e possui todas as substâncias tóxicas do cigarro." Santos classifica o instrumento como "a nova epidemia do tabaco". A pesquisa ouviu 2829 estudantes da 5ª à 8ª série e do ensino médio." (Revista Istoé 2026, de 3 de setembro de 2008. pág. 20)



Eu também fiquei preocupado com a notícia. Ela é do ano passado, mas infelizmente continua atual. Conheço muitos jovens que tem essa ilusão também. Muitos deles moram em minha rua. Alguns eu tenho contato virtual, e esse post será um pretexto pra mostrar a eles essa matéria que achei.

Aos meus leitores, jovens ou não, saibam que isso faz mal à saúde. Se forem usar o narguilé - e espero que sejam inteligentes o suficiente para NÃO usarem - já saibam que ele não é inofensivo. Terão alguns que mesmo com esse alerta insistirão em usar o narguilé, mas ao menos não poderão dizer que usaram narguilé sem saber dos riscos. (Muitos que viveram a era glamourosa do cigarro costumam dizer que não eram avisados dos riscos do cigarro, e hoje lamentam muito o vício que possuem.)

Pra quem interesar, nos links abaixo há algumas outras fontes que reforçam os riscos do narguilé:

Jornal Hoje

Folha Online

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Amigos...

Eu tenho amigos que não vejo já faz muitos meses. Na verdade, quase que 2 anos. O pior é que eles não moram longe de mim. Todos eles moram no mesmo bairro que eu. Desde que comecei a estudar longe, não encontro tempo pra vê-los. Nem nos finais de semana. :\

Porém, hoje, quando eu voltava do mercado, eu vi uma amiga minha. Ela falou comigo toda feliz, perguntando se eu vou viajar, como vai a família, e etc. E ela me convida pra assistir a uma apresentação pública. Eu, automaticamente, aceitei. Ela ficou feliz e já está na expectativa pela minha presença.

Ir nessa apresentação significa eu ver aquelas pessoas que eu não vejo faz muito tempo. São pessoas queridas, mas fica estranha a expectativa de rever pessoas que vc não vejo faz mais de um ano. Com certeza virá frases como "você sumiu!", "onde vc estava?" e etc. É estranho, mas é necessário.

Eu preciso voltar a conviver com pessoas que vão me ajudar a ver as coisas e as pessoas à minha volta com mais pureza, sem a contaminação da desconfiança constante, de que há sempre alguém disposto a me derrubar. Conviver com pessoas que só reclamam e veem maldade na maioria das coisas (até nas boas intenções) faz muito mal pra saúde. A minha saúde mental não anda muito boa. Ando cansado disso! (As pessoas precisam saber bem a diferença entre desconfiança e cautela, e optar pela cautela. Quem desconfia dos outros desconfia da humanidade, e quem desconfia da humanidade, desconfia do grupo ao qual faz parte. É preciso lembrar que jóias são raras, mas existem! O mesmo se aplica na humanidade.)

Todo esse post só pra eu perceber que meus amigos valem a pena. Decepções posso ter no futuro, o que é normal, mas ela será menor, pois eu estou lidando com aqueles a quem posso chamar de irmãos. Irmãos brigam, mas logo passa. :)

Termino esse post, ainda esperando pelo que há de me acontecer...

domingo, 29 de novembro de 2009

Observações sobre "modinha" e gosto musical

Fiquei pensando no termo "modinha". Geralmente os adolescentes e jovens adultos o usam para designar uma música que eles consideram de pouco valor, que só vai fazer sucesso numa determinada estação do ano, e vai embora. Mas percebi que muitos também chamam de "modinha" algo que muita gente - mas muita gente mesmo! - gosta.

Fico imaginando se aquela banda favorita dum sujeito desses passa a ser ouvida por mais pessoas, mais gente passe a gostar, e a banda mantém o estilo do som que produzem, e esse mesmo sujeito chega à seguinte conclusão: "Agora a banda tal virou modinha!" E passa a preferir a fase em que eles não cederam à "mídia alienada" e não se tornaram mais uma banda vendida.

Lidar com gostos musicais é algo sensível de se mexer em certos casos. Percebi que falar de gosto musical, para alguns, é o mesmo que discutir religião, com direito a discursos inflamados e tudo. E se você diz que o que esses escutam é modinha, aí fedeu! (E você se afasta um pouco, pra não levar um safanão na orelha depois de ser flagrado dando risada da reação do dito cujo! :P )

Mas, sendo modinha ou não, música é música. Pode ser que aconteça da música que você achou bacana acabe caindo no gosto da maioria, mas isso não faz dela algo de pouco valor. Eu acredito que o que torna uma música de pouco valor não é a sua popularidade nem o ritmo que essa possua, mas sim a mensagem e a falta de criatividade. (Um exemplo de mensagem de pouco valor: fazer apologia ao crime e outras "cositas más". Um exemplo de falta de criatividade: Um cd inteiro com a mesma batida, só mudando a letra.)

Bom, expressei brevemente a minha opinião sobre gosto musical e a tal da "modinha". Mas, esse post está aberto. Estou curioso pra saber o que se passa na mente de vocês, leitores, ao lerem este modesto post. Acredito que este texto ficará incompleto se não houver outros que opinem sobre o tema.

domingo, 15 de novembro de 2009

Valeu a pena?

Meu dia parece não ter sido tão produtivo. Eu cheio de coisa pra fazer e me aparece gente pedindo que eu faça algo, dando a entender que eu era um elemento crucial para a realização da tarefa. O tempo passa e, no fim do dia, acabei nem fazendo o que era pra eu fazer nem a tal "tarefa crucial".

Mas, mesmo quando parece que tudo foi uma porcaria, é preciso pensar no que houve de bom. Por quê? Porque algo bom pode ter acontecido, mas que foi ofuscado pela frustração do dever não cumprido. E, realmente, ocorreram coisas boas hoje. Pude ensinar de maneira simples umas gurias a dançar, eu pude dar a minha prima acesso a Internet (coisa que na casa dela não tem ainda), e ainda por cima ganhei mais um seguidor no meu blog, mesmo fazendo tempo que não posto nada por aqui. E não é apenas um seguidor. É uma seguidorA. Sim: é uma guria!

Fico feliz em saber que cada vez mais gurias estão curtindo o blog. E o melhor: elas nem sequer viram a minha cara! Me seguem porque gostaram do que escrevi (será?), e não porque se encantaram com o meu sorriso. Nada contra os "bonitinhos-tipo-Capricho", mas quando se é seguido pela beleza, fica difícil ser levado a sério como alguém que tem personalidade. No meu caso, achava difícil tanta guria nova se interessar pelo meu blog. (Não fiquem chateados os guris leitores, mas precisava comentar sobre as minhas leitoras. Vocês entendem, né?)

Viram? Meu dia não foi TÃO ruim assim. Muita coisa que eu queria - e precisava! - fazer não consegui realizar como deveria, mas não impediu que coisas positivas ocorressem hoje. Preciso me concentrar nelas para não me chatear...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

The Black and the White (Poema)

Muitas coisas eu devo aos meus pais. Eles que me apoiam - e apoiaram - em muitas das minhas decisões. Porém, este post é pra falar de algo um pouco diferente a respeito deles...

Meus pais juntos são como imagem de TV antiga: preto e branca. Há quem possa encarar como desrespeitosa e preconceituosa esta minha descrição, mas não é. Eu acho legal ver os dois juntos, mostrando a bela combinação que dá do claro com o escuro. Tanto que eu fiz um poema para os dois. É curtinho, mas é de coração.


Preto e branca

O encontro da luz e da escuridão:
O amor os uniu.
O amor foi tanto
Que um poeta assim surgiu.

Ele é a noite. Ela é o dia.
Eu e minha irmã:
Nós somos a tardinha!

Tão belo o contraste;
De longe dá destaque!
Quão belo o casal,
Quão belos são meus pais!

Charlie Dalton



segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Trânsito! - As desventuras dum "blogueiro-estudante" no trânsito paulista.

09/10/2009

São Paulo: cidade famosa nacionalmente pelo seu trânsito caótico em horários de pico. Todo dia tem trânsito, mas nenhum trabalhador ou estudante se acostumou aqui com a idéia de chegar atrasado ao lugar que se quer chegar. Eu sou um deles...

Moro em Guarulhos e estudo em São Paulo, no bairro de Santo Amaro. Só pra se ter uma idéia, da minha casa para o Aeroporto de Cumbica leva cerca 20 minutos de carro. Já da minha casa para o Terminal Armênia - que é uma espécie de portal pra quem quer sair de Guarulhos e região e entrar na cidade de São Paulo - já leva cerca de 50 minutos. Lógico, se nesse dia não chover, não houver nenhum outro veículo automotor que não seja o que esteja me levando, se a umidade relativa do ar estiver boa, se à noite for possível ver estrelas no céu poluído, se os ventos alísios não se encontrarem com os primos elísios... Resumindo, só quando milagres e fenômenos extraordinários ocorrerem aqui. Mas ir pra escola todo dia de carro assim não é viável. Logo, a solução é ir de ônibus.

Hoje eu resolvi sair de casa às 11:20 hs. O próximo ônibus era o das 11:40 hs. Tinha que estar na escola às 13:45. Então, resolvi ganhar tempo pegando uma van sentido Centro [de Guarulhos] pra que eu descesse próximo da Dutra, pois lá passa várias linhas de ônibus que vão para o Armênia. Então, às 11:30 hs apareceu um ônibus e já tratei de pegá-lo.

Pensei: "Puxa! Que bom! Estou adiantado! Peguei um ônibus antes das 11:40..." Não deu 5 minutos e o trânsito parou próximo da altura da Dutra próxima dos laboratórios da Aché em Guarulhos. Ou seja, eu não tinha percorrido nem metade do percurso(na verdade nem 1/4 da viagem!) e já estava preso pelo acúmulo de carros! E assim ficou parado até eu chegar no Terminal Rodoviário do Tietê (Fica um pouco antes do Armênia). Era cerca de 12:50 hs, e se eu seguisse o caminho habitual chegaria na escola uns 45 minutos depois SE não tivesse aquele trânsito horrível!

Aí eu comecei a pensar numa mudança rota. Resolvi descer no Terminal Rodoviário do Tietê e pegar um metrô lá, pra tentar chegar mais cedo. Fui correndo até a estação com a minha mochila na mão, pra correr mais rápido. (Minha mochila anda pesando uns 5 quilos). Passei meu cartão e entrei no vagão antes que fechasse e fosse embora.

O meu destino agora era chegar no Terminal Bandeira o quanto antes (Fica depois do Armênia e lá eu pego o ônibus que, de fato, chega na minha escola), e a estação Anhangabaú do Metrô-SP é praticamente colado de lá. Cheguei na estação Anhangabaú do Metrô rápido, e já fui perguntando pra um senhor:

- Qual a saída da estação que fica mais próxima do Terminal Bandeira?"

Ele responde:

- Pega uma saída e logo verá uma ponte. Vai nela que logo estará no Terminal.

Só pra garantir, depois de subir uma escada rolante, perguntei pra mais um senhor e ele me apontou a saída.

Eu saí e vi uma ponte. Opa! Vamo que vamo! Saí correndo pra chegar nessa ponte o quanto antes. Mas quanto mais eu corria, mais longe ficava a ponte. Pensei comigo:

- Caramba! Essa estação é maior do que eu pensava! A outra saída dela é muito longe dessa.

Corri e, quando senti que estava mais perto, fui aos poucos diminuindo a velocidade, pra não dar uma brecada brusca e passar mal com a respiração irregular. Passei aos poucos a andar e a respirar com um ritmo constante para recuperar o fôlego.

- Ei! Eu conheço aquele poste...

O "poste" era da estação São Bento. Resolvo virar de costas, e o que eu vejo? A grande bandeira brasileira do Terminal Bandeira, a uma estação atrás de mim! Eu fui seco na tal "ponte", e a ponte que o me indicou falou era realmente perto do Anhangabaú. A ponte que eu vi, na verdade, era o Viaduto Santa Efigênia...

Bom, já que estava atrasado mesmo, resolvi olhar melhor a paisagem, andar com calma, não esquentar a cabeça (mesmo que às vezes tive que me mandar calar a boca, senão eu não ia parar com o sermão), perceber andando como era arrumadinha a praça Ramos de Azevedo...

Cheguei no Terminal e o ônibus 6200 - T. Santo Amaro estava quase pra sair. Passei o cartão no validador e passo na catraca. Mal eu penso na frase "se desgraça pouca é bobagem..." e o ônibus breca e eu caio em cima dum passageiro de blusa azul, e rapidamente levanto! Ô coincidência infeliz!

Enfim, o que eu fiz com a intenção de chegar mais cedo acabou resultando em mais atrasado. Mas o dia não foi de todo ruim. Eu consegui pegar o bonde andando na aula, mas foi o suficiente pra que eu acompanhasse o professor desde o começo da explicação (me atrasei uns 20 minutos, mesmo com todo o entrave.), e ainda tive material pra fazer um post gigante!

Essa foi a história de um estudante que, entre outras coisas, observa e escreve. :)