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terça-feira, 2 de março de 2010

Quem reclamou?

Reclamar - algo que muita gente faz. Afinal, existem muitos direitos para serem adquiridos e muitas injustiças ocorrendo. Motivos é que não faltam para se reclamar.

Ao mesmo tempo em que existem motivos para se reclamar, existem motivos para se agradecer. Porém, para as pessoas que SÓ reclamam é fácil desperceber o que já possuem de valioso. Um bom exemplo é um sujeito com um largo sorriso no rosto andando de cadeira de rodas, enquanto que a algumas quadras de sua casa mora um sujeito com as duas pernas funcionando, e que com nada se satisfaz.

Reclamar muitas vezes se mostra necessário, para mostrar o que anda errado. Porém, reclamar por reclamar, sem propor uma solução, é pura besteira . É coisa de gente que se diverte se chateando e chateando os outros a sua volta. Não quer ver beleza, pois a graça que encontra é arranjar o único assunto que conhece: a futrica.

Esse post não foi feito apenas para o seu vizinho chato ou seu colega de trabalho mala. É pra você, caro leitor, também refletir, se também não anda com essa doença. Sabemos muito bem que a vida não anda fácil. Por mais que a situação financeira do sujeito seja a melhor possível, sempre tem algo que o chateia. Mas se prestar atenção, verá que tem muito mais coisas que podem fazer dos nossos dias os melhores possíveis.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Enchentes

Mesmo sendo minha terceira postagem aqui, suponho que a maioria dos leitores não me conhece, e como realmente nunca fiz nenhuma apresentação, convém fazê-la agora mesmo. Meu nome é Charles (nome verdadeiro), tenho 16 anos, sou estudante e moro na cidade de Curitiba. O Charlie, autor deste blog, gostou dos meus textos no meu blog e me convidou para escrever esporádicamente aqui, no Observo e Escrevo. Depois de um bom tempo, cá estou de novo.

Tenho acompanhado no noticiário os problemas de São Paulo e várias partes do país com enchentes. Percebi que o problema se repete a todos os verões, penso que podiam aprender alguma coisa com a Holanda, mas enfim, este ano parece mais preocupante que todos - pensando melhor, o janeiro em que deu seca na Amazônia foi mais preocupante -. Ouvi muita gente reclamar do poder público, da natureza, e mesmo não sendo defensor do governo nem deste ou daquele partido, convém colocar uma questão muito importante. Não é nem a ocupação inadequada em certas áreas, pois se as pessoas pudessem morar em lugar melhor suponho que o fariam.

Não, falo aqui de uma atitude muito simples que todo mundo pode mudar, todo mundo está careca de saber e por negligência, pra não dizer puro relaxo, alguns muitos insistem no erro. As pessoas jogam lixo nas ruas! E não importa quantas vezes desentupam os boeiros, limpem os rios, interditem áreas de risco, nada vai mudar se as pessoas não corrigirem este mau hábito. Reclamo sim quando vejo jogarem lixo na rua, porque é como se estivesse jogando na minha casa, sem clichê nenhum, já andei em rua inundada e é bem frustrante pensar que aquela situação foi causada por relaxo de alguns. É o mínimo não jogar lixo na rua, ou pior ainda, no próprio rio! Mas por favor, não se omitam. Você ficaria quieto vendo alguém jogar sujeira na sua casa? Não há necessidade de ser grosseiro ou mal-educado, já catei o papel que uma pessoa jogou no chão, devolvi pra ela sorrindo e disse "olha, você derrubou isso, acho que é seu", ela ficou muito embaraçada e depois jogou na lata que estava alguns metros em frente.

Aproveitando o assunto, evitem também usar sacola plástica e procurem produzir menos lixo de uma forma geral, em muitos países a sacola plástica é cobrada em dinheiro, e em outros há uma multa para quem excede a produção média de lixo por pessoa. Prestem atenção também nos candidatos que vão se promover ajudando as vítimas da enchente, e depois vão encher a rua de novo com aqueles lindos papéizinhos de campanha.

Era o que eu tinha a dizer por hoje, sinto por não ter sido lá muito diplomático, e se alguém tem algo a dizer pode comentar aqui, ou me procurar no meu blog ou e-mail (é só clicar ali no nome do autor do post ou no canto no meu nome depois do Charlie como escritores do blog). Até mais!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Vazio

Vazio: Sentimento de que nada existe em você, mesmo depois de ter feito pessoas sorrirem. Sentir que nada fez, mesmo depois de ter trabalhado muito. Ficar se imaginando que podia ter feito mais, mesmo tendo feito muito. Saber o que fazer, mas agir como se não soubesse, e ainda ficar em dúvida sobre o que terá em seu futuro. Nada sente ter, mas se sente cheio de tudo.

Vazio: Nada sobre nada. Nada que se aproveita - exceto agora, em que é tema deste post :\


domingo, 27 de dezembro de 2009

Sobre o narguilé.

"Pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia revelou que 9% dos estudantes de escolas públicas de São Paulo são fumantes. O vício começa cedo (48% dos jovens experimentam tabaco entre os 13 e os 15 anos) e tem influência dos parentes em casa (75% dos fumantes tem parentes tabagistas). A surpresa foi a grande incidência do uso de narguilé, instrumento usado para consumir fumo no Oriente que está virando moda entre os jovens brasileiros. Mais de 15% deles disseram já ter fumado narguilé. O número preocupa os médicos. Segundo Sérgio Ricardo Santos, da Unifesp, há a falsa impressão de que fumar narguilé é seguro: "Ele vicia e possui todas as substâncias tóxicas do cigarro." Santos classifica o instrumento como "a nova epidemia do tabaco". A pesquisa ouviu 2829 estudantes da 5ª à 8ª série e do ensino médio." (Revista Istoé 2026, de 3 de setembro de 2008. pág. 20)



Eu também fiquei preocupado com a notícia. Ela é do ano passado, mas infelizmente continua atual. Conheço muitos jovens que tem essa ilusão também. Muitos deles moram em minha rua. Alguns eu tenho contato virtual, e esse post será um pretexto pra mostrar a eles essa matéria que achei.

Aos meus leitores, jovens ou não, saibam que isso faz mal à saúde. Se forem usar o narguilé - e espero que sejam inteligentes o suficiente para NÃO usarem - já saibam que ele não é inofensivo. Terão alguns que mesmo com esse alerta insistirão em usar o narguilé, mas ao menos não poderão dizer que usaram narguilé sem saber dos riscos. (Muitos que viveram a era glamourosa do cigarro costumam dizer que não eram avisados dos riscos do cigarro, e hoje lamentam muito o vício que possuem.)

Pra quem interesar, nos links abaixo há algumas outras fontes que reforçam os riscos do narguilé:

Jornal Hoje

Folha Online

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Amigos...

Eu tenho amigos que não vejo já faz muitos meses. Na verdade, quase que 2 anos. O pior é que eles não moram longe de mim. Todos eles moram no mesmo bairro que eu. Desde que comecei a estudar longe, não encontro tempo pra vê-los. Nem nos finais de semana. :\

Porém, hoje, quando eu voltava do mercado, eu vi uma amiga minha. Ela falou comigo toda feliz, perguntando se eu vou viajar, como vai a família, e etc. E ela me convida pra assistir a uma apresentação pública. Eu, automaticamente, aceitei. Ela ficou feliz e já está na expectativa pela minha presença.

Ir nessa apresentação significa eu ver aquelas pessoas que eu não vejo faz muito tempo. São pessoas queridas, mas fica estranha a expectativa de rever pessoas que vc não vejo faz mais de um ano. Com certeza virá frases como "você sumiu!", "onde vc estava?" e etc. É estranho, mas é necessário.

Eu preciso voltar a conviver com pessoas que vão me ajudar a ver as coisas e as pessoas à minha volta com mais pureza, sem a contaminação da desconfiança constante, de que há sempre alguém disposto a me derrubar. Conviver com pessoas que só reclamam e veem maldade na maioria das coisas (até nas boas intenções) faz muito mal pra saúde. A minha saúde mental não anda muito boa. Ando cansado disso! (As pessoas precisam saber bem a diferença entre desconfiança e cautela, e optar pela cautela. Quem desconfia dos outros desconfia da humanidade, e quem desconfia da humanidade, desconfia do grupo ao qual faz parte. É preciso lembrar que jóias são raras, mas existem! O mesmo se aplica na humanidade.)

Todo esse post só pra eu perceber que meus amigos valem a pena. Decepções posso ter no futuro, o que é normal, mas ela será menor, pois eu estou lidando com aqueles a quem posso chamar de irmãos. Irmãos brigam, mas logo passa. :)

Termino esse post, ainda esperando pelo que há de me acontecer...

domingo, 29 de novembro de 2009

Observações sobre "modinha" e gosto musical

Fiquei pensando no termo "modinha". Geralmente os adolescentes e jovens adultos o usam para designar uma música que eles consideram de pouco valor, que só vai fazer sucesso numa determinada estação do ano, e vai embora. Mas percebi que muitos também chamam de "modinha" algo que muita gente - mas muita gente mesmo! - gosta.

Fico imaginando se aquela banda favorita dum sujeito desses passa a ser ouvida por mais pessoas, mais gente passe a gostar, e a banda mantém o estilo do som que produzem, e esse mesmo sujeito chega à seguinte conclusão: "Agora a banda tal virou modinha!" E passa a preferir a fase em que eles não cederam à "mídia alienada" e não se tornaram mais uma banda vendida.

Lidar com gostos musicais é algo sensível de se mexer em certos casos. Percebi que falar de gosto musical, para alguns, é o mesmo que discutir religião, com direito a discursos inflamados e tudo. E se você diz que o que esses escutam é modinha, aí fedeu! (E você se afasta um pouco, pra não levar um safanão na orelha depois de ser flagrado dando risada da reação do dito cujo! :P )

Mas, sendo modinha ou não, música é música. Pode ser que aconteça da música que você achou bacana acabe caindo no gosto da maioria, mas isso não faz dela algo de pouco valor. Eu acredito que o que torna uma música de pouco valor não é a sua popularidade nem o ritmo que essa possua, mas sim a mensagem e a falta de criatividade. (Um exemplo de mensagem de pouco valor: fazer apologia ao crime e outras "cositas más". Um exemplo de falta de criatividade: Um cd inteiro com a mesma batida, só mudando a letra.)

Bom, expressei brevemente a minha opinião sobre gosto musical e a tal da "modinha". Mas, esse post está aberto. Estou curioso pra saber o que se passa na mente de vocês, leitores, ao lerem este modesto post. Acredito que este texto ficará incompleto se não houver outros que opinem sobre o tema.

domingo, 15 de novembro de 2009

Valeu a pena?

Meu dia parece não ter sido tão produtivo. Eu cheio de coisa pra fazer e me aparece gente pedindo que eu faça algo, dando a entender que eu era um elemento crucial para a realização da tarefa. O tempo passa e, no fim do dia, acabei nem fazendo o que era pra eu fazer nem a tal "tarefa crucial".

Mas, mesmo quando parece que tudo foi uma porcaria, é preciso pensar no que houve de bom. Por quê? Porque algo bom pode ter acontecido, mas que foi ofuscado pela frustração do dever não cumprido. E, realmente, ocorreram coisas boas hoje. Pude ensinar de maneira simples umas gurias a dançar, eu pude dar a minha prima acesso a Internet (coisa que na casa dela não tem ainda), e ainda por cima ganhei mais um seguidor no meu blog, mesmo fazendo tempo que não posto nada por aqui. E não é apenas um seguidor. É uma seguidorA. Sim: é uma guria!

Fico feliz em saber que cada vez mais gurias estão curtindo o blog. E o melhor: elas nem sequer viram a minha cara! Me seguem porque gostaram do que escrevi (será?), e não porque se encantaram com o meu sorriso. Nada contra os "bonitinhos-tipo-Capricho", mas quando se é seguido pela beleza, fica difícil ser levado a sério como alguém que tem personalidade. No meu caso, achava difícil tanta guria nova se interessar pelo meu blog. (Não fiquem chateados os guris leitores, mas precisava comentar sobre as minhas leitoras. Vocês entendem, né?)

Viram? Meu dia não foi TÃO ruim assim. Muita coisa que eu queria - e precisava! - fazer não consegui realizar como deveria, mas não impediu que coisas positivas ocorressem hoje. Preciso me concentrar nelas para não me chatear...