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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Confissões dum homem bonito


Introdução [Atualizando]
O cara que se manifesta nas linhas abaixo não é eu. Sim, eu sei que sou bonito e não preciso de filtros em fotos, pois sou lindo por natureza (só que não), mas me coloquei no lugar de alguém que se acha bonitão. Tem muito cara que se acha o tal, mas andei vendo que os que só ganham a fama de lindo parecem não se importar muito com isso. Ouçam o que esse "bonitão" tem a dizer. Só não sei se vocês vão gostar....
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Meu nome é Chad, tenho 26 anos e sou bonito. Bonito não: LINDO!

Graças à minha beleza viajo o país todo em eventos dos mais diversos. Minha rotina é basicamente manter meu corpo em dia e conciliar meus trabalhos com meus cursos.

Mulher, pra mim, não é problema. Se eu quisesse homem também não seria problema, pois todo dia recebo cantada tanto deles quanto delas. Pelo menos uma vez por mês um casal me aborda com alguma proposta... estranha.

Ser bonito me abriu muitas portas. Posso dizer que a minha vida é muito mais fácil do que a de uma pessoa comum.

Mesmo eu achando a minha vida mais fácil do que a de pessoas como você, eu não acho que eu seja o dono da verdade ou dono do mundo. Pra ser sincero, às vezes me incomoda o fascínio que a minha cara causa nas pessoas. Por causa disso muita gente que admiro e respeito demoraram para me aceitarem por acharem que eu fosse metido. Poxa! Reconheço que sou bonito, porque isso é o que eu sou AGORA. Se vou continuar sendo gato como eu sou hoje só o tempo dirá.

Outra coisa que me incomoda é que está difícil eu conseguir um relacionamento sério. Muitas - e muitos! - me querem, mas eu prefiro o jeito careta de namorar. Só que é difícil achar uma mulher  que acredite nisso, ou que saiba lidar com o assédio que eu tenho com frequência. Recentemente eu estava namorando uma mulher que eu curtia pra caramba. Durante esse namoro eu fiz figuração numa encenação de 1 minuto para um programa da Rede TV. No dia seguinte em que a encenação foi ao ar, era tanta mulher correndo atrás de mim que teve até noticiário achando que se tratava de algum astro internacional. Meu! Se não bastasse o sufoco de ter perdido quase a roupa toda (nesse dia vi o valor de uma cueca de boa qualidade!), ela não aguentou e terminou comigo assim que me encontrou. Agora eu tenho que pensar duas vezes antes de trabalhar como protagonista numa novela da Globo. Além da namorada, eu perderia a vida!

Eu sou um cara que tem muita facilidade de um lado, mas algumas dificuldades de um certo modo. De qualquer forma,  eu aceito como eu sou. Nunca me passou pela cabeça querer ter nascido feio, por exemplo. Tanto eu quanto os feios não tivemos culpa de termos nascido do jeito que somos. Eu acho que o problema não é ser feio ou ser bonito. Acho que problema mesmo é ser idiota.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Rica pobre

Num reino distante existia uma mulher extremamente rica. Tudo o que ela desejava ela tinha nas mãos, nos pés e onde mais que espaço houvesse. Em apenas um dia ela comprou uma aliança de prata de lei , duas batedeiras no crediário, sete vestidos e sete pares de sapato combinando, dez bolsas Louis Vuitton e mantimentos para 7 meses. Engraçado que apenas um dia antes ela recusou um convite dos amigos pra sair, alegando dor de cabeça e falta de dinheiro. (Ao convite do marido ela alega só a dor de cabeça...)

Pobre mulher! Tão rica e tão doente! De que adianta tanto dinheiro, mas pouca saúde? De todas as suas mazelas, a pior era a "empréstimofobia". Se você desse "bom dia" ela já respondia com um "pobre não tem dia bom, meu fí!". Assim, todos riam e se identificavam com aquele exemplo de mulher e superação diante das dificuldades.

Mesmo com tantos problemas na vida ela era generosa. Quando ela já não usava mais com tanta frequência um vestido ela dava para as mais necessitadas. Seus olhos não se enchem de lágrimas ao saber de tamanho desprendimento duma pessoa que deu uma roupa com pequenos por apenas 5% de desconto do valor original da loja mas alguns servicinhos domésticos de limpeza pesada?

Pobres como eu conseguia ver tudo isso que acabei descrever, mas os pobres como ela nem sequer notavam. Suas rotinas estressantes faziam com que eles não percebessem esses detalhes tão pequenos. Reclamar da minha pobreza é visto como ingratidão da minha parte, mas ela reclamar da pobreza dela nunca foi problema, pois dinheiro sempre foi a solução.

sábado, 18 de agosto de 2012

Pra quê acreditar nas pessoas?

Tem muita gente se dizendo mensageiro da paz, mas é o primeiro a arrumar briga! Mas, alguém se denominar mensageiro da paz não significa que ele esteja mentindo. O problema é quando ele faz muita propaganda disso... Veja só: não é porque acontece enchentes que a água terá poder apenas para a destruição. Quem conhece o Tietê sabe que água não é tudo igual, assim como as pessoas não são iguais! Existe água capaz de derrubar, e existe água capaz de curar.

Meu trabalho atual me expõe com muitas faixas etárias. Como eu já escrevi num post anterior, eu sou inspetor de alunos, e a idade dos alunos vai dos 11 anos até os 20 e poucos. A de quem trabalha na escola vai dos vinte e poucos até os 60 e poucos! Diante de tantas pessoas com tantas formações e opiniões e visões diferentes, a minha reação foi querer ver o que cada pessoa tinha de bom, não desacreditar na capacidade de cada um em produzir algo de significativo. Não gosto quando condenam alguém ao fracasso, ou já acham que pau que nasce torto nunca se endireita, ou que "ninguém é bonzinho". A expressão correta seria que "ninguém é igual". Fico pensando aonde eu estaria num momento desses se a minha mãe desse ouvidos aos que disseram que eu era um bobão, que futuro pra mim não tinha, que eu era desligado demais, pouco esperto, que só sabia se dar bem na escola, mas não tinha a malícia necessária pro mundão. Mas, muitos dos que tinham essa tal "malícia" (que dão como sinônimo de sagacidade) estão drogados ou se entupindo de comida por não ter nada mais pra fazer.

Concluo as minhas observações de hoje com uma observação feita pela minha mãe uma vez alguns anos atrás, e que talvez eu esteja mencionando de novo por aqui: "Não desacredito na humanidade. No dia em que eu desacreditar dela, desacreditarei de mim mesma, pois eu faço parte dela".


domingo, 12 de agosto de 2012

"Sorria, você está sendo filmado!" - Alguns conceitos sobre privacidade

Uma conversa que tive com uma amiga minha me lembrou uma história. Nessa conversa via Facebook ela perguntou se as fotos que eu postei no Face só ela podia ver. Falei que sim, e ela me explicou que só me perguntou isso porque pessoas que apareciam nas fotos não gostariam de aparecer na Internet. Isso me fez lembrar de quando a minha prima fez a festa do noivado dela. Eu peguei a minha câmera digital e resolvi tirar fotos da festa. Eu fui tirar uma foto de duas pessoas, e elas eram da família do noivo. O cara e a mulher do lado dele chegaram até mim e o cara falou: "Sabia que eu poderia te processar por causa dessa foto?" A mulher completou: "É verdade. Isso é invasão de privacidade!" Na hora eu até fiquei meio sem graça e minha mão até tremeu um pouco, pois achei que tinha sido inconveniente. Quando eu contei a história pra minha mãe mostrando o quão inconveniente eu acabei sendo - na minha concepção no momento - ela falou: "Quí "te processar" o quê! Continua tirando a foto do pessoal, só não tira deles! Que povo idiota!" E pensando bem, como eles me processariam de "invasão de privacidade" sendo que a casa nem era deles?

O conceito do que é privacidade ou não de muitos eu acho ridícula. Tem muitas pessoas que não são a favor de se ter câmeras nas ruas porque acham que isso é invasão de privacidade. Se fossem câmeras pra te filmar dentro de casa sem seu consentimento, até que vai, mas pensa bem: COMO exigir PRIVACIDADE estando na RUUUUA?! E outra: o interesse de se ter câmeras nas ruas é pra observar se alguém está causando desordem pública. Até porque... diante de milhares - ou até milhões - de pessoas, porque vão se preocupar JUSTO com você?

Sinceramente, o conceito de privacidade deve ser abrangido quando envolve dados cadastrais, o que faz dentro da sua casa, o que faz dentro de um box com chuveiro, o que faz dentro de um banheiro ou o que faz em outros lugares semelhantes. Agora, "privacidade" como a exigida pelo casal do início do post e pelas pessoas do segundo parágrafo não fazem muito sentido. Pra essas pessoas, acho que a melhor privacidade é aquela que eles tem em cima duma privada.


sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Carta de despedida

Há em nossa era uma forma estranha de saudade, que não é exatamente saudade de CONVERSAR com um amigo, mas sim da PRESENÇA FÍSICA  do amigo.

Se você vai pra uma outra cidade, como fazer um texto de despedida pro seu amigão? Companheiro, gente boa, ou um mala da qual você não consegue deixar de carregar quando está por perto. Pois é...

A coisa não fica só nessa. Você passa a conhecer pessoas via redes sociais, blogosfera (acredite, eu conheci pessoas com esse blog SUPER popular!), e você passa a ter amigos que falam contigo só via letras. Daí, seus amigos que você conheceu em carne e osso passam a falar contigo só via letras também, e eles se misturam aos seus amigos virtuais. Então, numa madrugada qualquer você passa a se perguntar: "Como agora vou ter saudades?"

Essa pergunta é muito estranha. Afinal, a vontade de conhecer alguém pessoalmente se mistura à vontade de rever alguém em pessoa. Você não sabe se entristece, se só reflete ou se apenas suspira. Sei que, nesse momento, não saberia direito o que escrever numa carta de despedida a um amigo que amo...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ao Rob Gordon, com carinho.

Eu estava vendo minha caixa de e-mail e lá tinha um feed do blog Championship Vynil, e resolvi ver o que tinha pro dia. Como eu tinha tempo, resolvi ler. Gostei do que li e comecei a comentar. Mas eu vi que me comentário ia ficar enorme, e que o melhor mesmo era escrever um post logo. E aqui está o post em que falo pra ti, Rob, o quão bacana é o seu blog. E espero que tenha tempo pra ler o meu texto também... (Vida corrida!)

Seu blog faz parte da minha história na blogosfera. Entrei nesse mundinho só por curiosidade, e acabei encontrando coisas e pessoas bem legais com essa curiosidade. Você é uma dessas pessoas. Só pra ilustrar do efeito da blogosfera em minha vida, nesse domingo que passou eu fui num festival de dança japonesa em que um blogueiro de Curitiba participou. A entrada era apenas alimentos não perecíveis e o local era nada mais nada menos que a Via Funchal. Dificilmente entraria de outra forma na Via Funchal!

O seu blog, desde que eu o vi pela primeira vez, sempre foi uma referência de como escrever um blog. Lembro de um texto teu eu ler e depois mostrar para a minha irmã, que não era muito fã de leitura, mas que ficou encantada com o que você escreveu. Ela até disse que você era um homem pra casar! Lembro de conversar no MSN com um outro blogueiro e ficar rasgando seda, falando de que "quem me dera o meu blog fosse um Championship!" Essa forma conversada de se expressar, sincera e sem pretensões fizeram esse blog tomar a proporção que tomou. Culminou no recebimento de um prêmio (o prêmio não foi para o blog, mas o blog foi parte importante no caminho até esse prêmio), mas eu me lembro que até mesmo os organizadores do Rock In Rio perceberam a importância do seu blog não só para um internauta, mas para toda uma blogosfera que o acompanha fielmente, mesmo a música não sendo o único tema do Champ.

Eu não tenho conseguido entrar no seu blog tanto quanto eu queria, mas todas as esporádicas vezes que eu entro é sempre com essa mesma qualidade, e sempre com a mesma beleza. Você é daqueles que fazem poesia com longas prosas. O que você escreve possui o mesmo efeito da gravidade no leitor que visita seus textos.

Já escrevi um post sobre o seu blog há três anos atrás, mas acho que nunca é demais relembrar daquilo que é bacana. Espero que tenha cada vez mais sucesso em suas empreitadas, e que continue encarando com bom humor coisas que não tem graça nenhuma. Obrigado por continuar escrevendo. :)

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Resposta a uma blogueira


Era uma vez um blogueiro viajante, que fazia tempo que não aparecia. Sua cabeça não conseguia produzir nada, e não via motivos para encher linguiça de um blog. Podia fazer isso com o seu blog, mas não com aquele em que era um simples colaborador.

Esse blogueiro viajou em terras distantes, nas quais sua cabeça estava em outros lugares, menos em terras férteis em produções de textos. O tempo, o trabalho, os estudos e a falta de inspiração foram a cada dia tornando esse blogueiro em, além de viajante, um blogueiro inativo.

Até que um dia resolveu fuçar na blogosfera e, por sua vez, em sua conta no blogger. Lá, ele ficou curioso com o fato de alguns entrarem em seu blog ao procurar para seus irmãos mais novos um texto bacana para eles. Isso o inspirou a escrever um post em que expunha essa sua curiosidade, e que até mesmo perguntava a quem TALVEZ  o lesse se tinha como ajudar. A única ajuda que recebeu foi um "passa anos sumido e volta pedindo ajuda!" Diante de tal reação, ele acabou achando o que precisava: de inspiração.

Moral da história: até quem não tem nada pra lhe oferecer no momento pode acabar lhe ajudando sem querer. Obrigado, e até o próximo post. ;)